Lupus Eritematoso Cutâneo

O lupus eritematoso cutâneo inclui um grupo incomum de doenças, incluindo:
Lúpus discóide
Lupus subagudo
Lúpus profundo
Lúpus induzido por drogas
Lúpus induzido por drogas
Lúpus neonatal
Lúpus sistêmico

Lúpus discóide

Na forma mais comum de lúpus discóide ocorrem placas vermelhas descamativas, que podem deixar cicatrizes brancas. O lúpus discóide afeta predominantemente a face, mas qualquer região do corpo pode ser afetada. Quando o couro cabeludo é afetado ocorrem áreas de queda de cabelo. Ocorre predominantemente em mulheres, com a maior parte dos casos ocorrendo na 4a década.
 
Figuras 1a e 1b - Lúpus eritematoso discóide

Lúpus Subagudo

No lúpus subagudo ocorre o surgimento de lesões descamativas, que não coçam, na região superior das costas e tórax. Surge freqüentemente após a exposição solar. Outras manifestações dermatológicas incluem fotossensibilidade (85 a 52%), telangiectasia periungueal (51% a 22%), LE (Lupus Eritematoso) discóide (35% a 19%), e vasculite (12%). As manifestações sistêmicas (artrite/dor articular [74% to 43%], doença renal [19% to 11%], serositis [12%], sintomas do sistema nervoso central [19% to 6%]) não são graves, e seguem um curso benigno.
 
Figuras 2a e 2b - Lúpus eritematoso subagudo (figuras lesubagudo 2 e 4)

Lúpus profundo

Este tipo de lúpus afeta a gordura abaixo da pele, e pode ser chamado de paniculite lúpica. Pode se desenvolver em qualquer idade, inclusive em crianças. A face é a região mais comumente afetada. A inflamação da gordura resulta em nódulos firmes e profundos, que duram alguns meses. O resultado final é de cicatrizes deprimidas, pois as células gordurosas são destruídas pelo lúpus.


Figura 3 Lúpus profundo

Lúpus neonatal

Os bebês nascidos de mães com LE subagudo podem desenvolver um rash (vermelhidão) temporário, chamado de lúpus neonatal. Embora este rash desaparece em alguns meses, o bebê possui risco de desenvolver um tipo de arritmia do coração chamada de bloqueio atrioventricular.


Figura 4 Lúpus neonatal (figura leneonatal)

Lúpus induzido por medicamentos

Alguns remédios podem, raramente, desencadear lúpus em indivíduos predispostos. Em geral, os sintomas levam algum tempo para se desenvolver. Este tipo de lúpus geralmente não afeta a pele. Os remédios implicados com maior freqüência são:
- hidralazina
- carbamazepina
- lítio
- fenitoína
- sulfonamidas
- minociclina

Lupús sistêmico

O lúpus cutâneo pode ser parte de uma doença rara chamada de lúpus eritematoso sistêmico. Apenas algumas pessoas com lúpus cutâneo também têm LES (Lupus Eritematoso Sistêmico). Outras alterações cutâneas do LES são fotossensibilidade, úlceras orais, urticária e queda e cabelo difusa. A lesão cutânea típica do LES é em asa de borboleta, afetando o dorso do nariz e a região malar. Raramente, pode causar bolhas (LE bolhoso). O LES pode afetar as articulações, rins, pulmões, coração, fígado, cérebro, vasos e células do sangue.


Figura 4 Lúpus eritematoso sistêmico: lesão em asa de borboleta

Quais são os exames que devem ser realizados nos pacientes com lúpus eritematoso cutâneo?

A biópsia de pele é um elemento importante para que o diagnóstico de lúpus cutâneo seja estabelecido.
Outros exames podem ser realizados como hemograma e testes de anticorpos antinucleares. No lúpus discóide geralmente estes exames são normais. Porém, às vezes pode haver uma anemia leve ou uma queda no número de células brancas (leucócitos), e o fator antinuclear ou FAN pode estar positivo. O lúpus eritematoso sistêmico está associado com altos títulos (a titulação reflete a força da reação) de FAN assim como outros autoanticorpos.

Quais são os tratamentos disponíveis?

- A proteção solar é indispensável, e deve ser utilizada de forma regular por todos os pacientes portadores de lúpus cutâneo.
- Corticóides tópicos os cremes à base de corticóides potentes podem ser utilizados como uma opção terapêutica.
- Antimaláricos. Apesar do lúpus cutâneo discóide não ser relacionado à malária, os agentes antimaláricos (cloroquina, hidroxicloroquina) possuem uma ação antiinflamatória que leva a uma melhora na maior parte dos casos. Exames de sangue e oftalmológicos regulares são necessários durante este tratamento.
- Corticóides orais. Os corticóides orais são necessários somente em casos graves de lúpus eritematoso cutâneo.

Outros tratamentos para o LE cutâneo grave incluem:
- acitretin
- metrotexate
- talidomida
- ciclosporina
- dapsona
- sais de ouro
- clofazimina
- ciclofosfamida
- imunoglobulina iv


Copyright: Atlas Tunisien de Dermatologie On Line, Johns Hopkins University School of Medicine dermatlas 2001, "On-line Atlas" of Dermatology and Rheumatology, Dept. of Dermatology - University of Iowa College of Medicine, e DOIA Atlas dermatológico online.