Síndrome de Sweet

O que é a síndrome de Sweet?

É uma doença rara de causa desconhecida, que em 20% dos casos está relacionada a algum tipo de câncer. Ocorre em geral em mulheres de meia idade, mas já foram descritos casos em todas as faixas etárias, e homens também são afetados. Não há diferença racial.

Quais são as manifestações desta síndrome?

As lesões que surgem na pele são elevações vermelhas, dolorosas ou sensíveis, que tendem a confluir e formar placas irregulares, bem delimitadas. As lesões aumentam em dias ou semanas e em geral se resolvem sem cicatriz em semanas ou meses. Pode se apresentar como uma lesão única ou múltiplas, com um envolvimento assimétrico. Geralmente afeta a face, membros superiores ou pescoço.
 

Muitas vezes há sintomas gerais como febre, queda importante do estado geral.

Quais as alterações dos exames laboratoriais?

Há aumento do número de leucócitos totais e da velocidade de hemossedimentação. A biópsia de pele é essencial para o diagnóstico.

Quais as doenças que podem estar associadas a esta condição?

Principalmente alguns tipos de câncer, como a leucemia mielóide aguda. Mas também há casos associados a outros tipos de câncer, como câncer de mama, carcinoma do trato genito-urinário e do trato digestivo.
Mais raramente esta síndrome pode ser associada ao uso de algumas medicações, como: carbamazepina, hidralazina, minociclina, levonorgestrel/etinilestradiol, trimetoprim/sulfametoxazol, granulokine.

Quais os tratamentos disponíveis para esta síndrome?

Apesar desta síndrome possuir um quadro que sugere muito o de uma doença infecciosa, não há melhora alguma com o uso de antibióticos.
Há alívio imediato dos sintomas com o uso de corticóides por via oral, como prednisona (meticorten).
Para os casos de lesões muito localizadas, pode ser realizado o tratamento tópico com pomada a base de clobetasol ou infiltração, por injeção local, de corticóide.
Esta síndrome tem uma resposta dramática ao uso oral de iodeto de potássio.

Qual a evolução desta doença?

Sem tratamento pode persistir por semanas ou meses e então regredir.
Podem haver recorrências em intervalos  variáveis após a remissão espontânea ou induzida pelo tratamento em 30% dos pacientes. Estas são um pouco mais frequentes nos pacientes com neoplasia, onde podem significar a recidiva da doença maligna subjacente.


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